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Sabe qual a diferença de uma prisão japonesa de uma prisão brasileira?
O sistema carcerário Brasileiro:

Para os brasileiros, a primeira imagem que vem à cabeça quando se pensa em um presídio é a de dezenas de descamisados enfurnados em uma jaula de poucos metros quadrados.
O sistema carcerario brasileiro é totalmente vergonhoso.
São famosos pela superlotação,visitas intímas (mulheres saem grávidas ou tem filhos na própria prisão),formação de quadrilhas,cigarros,bebidas alcóolicas,violência interna e até abusos sexuais.

O sistema carcerário japonês:

A filosofia que dirige o sistema carcerário japonês é diferente da que rege todos os outros presídios ocidentais,que tentam reeducar o preso para que ele se reintegre a Sociedade.
O objetivo, no Japão, é levar o condenado ao arrependimento. Como errou, não é mais uma pessoa honrada e precisa pagar por isso.
“ Além de dar o devido castigo em nome das vítimas, o período de permanência na prisão serve como um momento de reflexão no qual induzimos o preso ao arrependimento”, explica Yutaka Nagashima, diretor do Instituto de Pesquisa da Criminalidade do Ministério da Justiça.
A opressão no presídio japonês se dá justamente pelo excesso de regras, que vão desde a forma de andar aos minutos contados do banho e a maneira de dobrar as roupas.
Há regulamentos de como se vestir no verão ou no inverno, formas de dobrar o uniforme, modos de sentar, banhos cronometrados nos minutos que são dois para se lavar, um para se enxaguar – e um complexo sistema de cardápios que divide a comida pelos dias da semana.
Há até mesmo formas diferentes de andar baseado em cada situação, assim como linhas no chão para que todos sigam em fila indiana. Outro fato interessante é a psicologia dos detentos, com uma muito comum sensação de culpa de estar sendo “um fardo à sociedade”.
Umas das regras que é praticamente onexistente aqui no Brasil é a disciplina.
O medo que os japoneses tem da prisão começa justamente por ser rígido e em segundo lugar a vergonha por estar preso,coisas totalmente diferentes visto nas prisões brasileiras.

O dia a dia na prisão:

- O dia do preso japonês começa às 6h50min.
– Às 8h ele já está na oficina trabalhando na confecção de móveis,bolsas ou brinquedos.
– Só para por 40 minutos para o almoço e trabalha novamente até as 16h40min.
– Durante todo este período nenhum tipo de conversa é permitido, nem durante as refeições.
– O preso volta à cela e fica ali até 17h25min, quando sai para o jantar.
– Às 8h tem que retornar ao quarto, de onde só sairá no dia seguinte.

A TV Asahi mostrou o dia a dia em uma prisão japonesa:

Prisão Feminina :

Regras rígidas:

A cada três advertências,o presidiário era obrigado a ficar na solitária,uma sala escura onde a pessoa permanece sentada,com as pernas cruzadas durante 12 horas.
Há outro tipo de solitária,para aqueles mais agressivos ou que se revoltavam.Nessa sala,a pessoa é amarrada e tem de comer igual a um cachorro.
Nenhum tipo de alimento pode ser levado pelas visitas,realizadas uma vez por mês durante 20 minutos,sem contato físico.
Banheiro, só na hora do intervalo.
O preso deve pedir permissão para tudo – falar, sentar, deitar. Para isso, deve ficar em posição de sentido, com o braço direito e os dedos esticados, tirar o boné com a mão esquerda e dizer hanashimassu – na tradução, ”queria falar”. Quem descumpre as regras é punido com temporadas na solitária.

Para fãs de Mangá:


NA PRISÃO
Kazuichi Hanawa

Na prisão é um relato autobiográfico em quadrinhos de Kazuichi Hanawa sobre o tempo em que esteve preso. Em 1994, o autor foi detido por porte ilegal de armas enquanto testava nas montanhas suas novas armas. Hanawa sempre foi fascinado por elas. Graças à esta excentricidade, ele foi condenado há 3 anos de prisão.

De dentro do cárcere, Hanawa começou a escrever uma série para revista Ax. No início, descreveu o local onde ficavam os acusados enquanto são julgados. A partir da terceira edição, passou a descrever a penitenciária.

Eram histórias surpreendentes, que narravam uma série de acontecimentos absolutamente corriqueiros e cotidianos. Episódios sobre o café-da-manhã, sobre os livros da penitenciária, sobre o desejo de fumar. Tudo descrito em desenhos cheios de detalhes. Um registro raríssimo da vida atrás das grades no Japão. Existem muitas obras sobre este tema. Obras clássicas, como recordação da Casa dos Mortos, de Dostoievski; e obras atuais como Carandiru de Dráuzio Varella. O que torna Na Prisão uma obra única é a total ausência de um tom de denúncia sobre a vida na prisão ou de arrependimento. O livro é um registro assustadoramente real e a confissão de um estado emocional que não é o de redenção.

Título original : 『刑務所の中』(けいむしょのなか)花輪和一

Formato / Composição:
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 85-7616-129-X
Páginas: 247

Link de download : AQUI

 

 

 

 

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